11/10/2015

Sobre o melhor seriado que já vi - "The book of Negroes."

Zapeando pela  internet procurando alguma coisa interessante pra ver, visitei vários sites até fuçar um de filmes e séries on-line gratuito quando buscava series já conhecidas me deparo com um título que me chamou a atenção “The Book of Negroes” uma rápida consulta ao Google pra contextualizar me fez ver a série  inteira em uma semana. Desde o primeiro episódio me encantei com tudo: trilha sonora, fotografia, elenco, tudo. De lá pra cá tenho pensado muito nessa série e comentado com todo mundo conheço sobre ela., não só recomendando como também intimando quem vejam. Aqui não será diferente antes de morrer, vejam “The Book of Negroes!”









O título da série é derivado de um documento histórico que registra nomes e descrições de 3.000 escravos Afro-americanos que escaparam às linhas britânicas durante a Revolução Americana e foram retirados pelos britânicos de navio para pontos em Nova Scotia como homens livres.
É baseada no romance de mesmo nome por Lawrence Hill, são seis partes deriva suas origens a partir do documento histórico Livro de negros e conta a história de uma mulher trazida como escrava à Carolina do Sul da África Ocidental na época da Revolução Americana.





Vendo cada episódio muitas emoções me tomaram euforia, encantamento, raiva, lágrimas vieram aos meus olhos, orgulho, senso de pertencimento e muitos outros. A história é contada a partir da vida de uma garotinha que foi raptada como escrava e levada aos Estados Unidos. As reviravoltas começam já no primeiro episódio que mostra como africanos negros eram cooptados pelos europeus para capturar e sequestrar outros africanos negros e como isso facilmente e não poucas vezes se voltava contra eles. Um dos raptores de Aminata Diallo, protagonista, também foi capturado e mandado no mesmo navio que sua refém. A personalidade da protagonista elogia todas as mulheres negras ela filha de uma parteira e de um guerreiro, duas posições nobres, onde viva. Aprendeu muito com os dois, lições que salvaram sua vida e de muitos amigos muitas vezes.


Desde que se viu acorrentada e tratada como uma prisioneira pela primeira vez uma missão, uma meta de vida que guiou seus passos a partir dali: ser livre novamente. Desde pequena onde morava ela se encantava com o mundo a sua volta e como cada um da sua comunidade era construtor de uma unidade, todos tinham sua importância e eram como uma grande família. Encantou-se particularmente com os mais velhos e como ele contavam aos mais novos suas histórias e de como tinham chegado até ali. Suas crenças, ciências, experiências, como tudo que viveram contribuía em como eram e em como seriam. Apesar de ser normamente uma posição atribuída aos homens, sonhava em ser uma contadora de histórias.

Uma menina de inteligência fenomenal, Estava com seus pais numa floresta quando foi capturada e viu seus pais serem mortos Desde os primeiros momentos ela questionava a quem conversava o porquê de tudo aquilo, como homens poderiam fazer aquilo com outros homens. Quando viu homens brancos pela primeira vez e viu como eles tratavam os negros, angustiada perguntava como negros poderiam fazer aquilo com outros negros. Já no navio em que fora aprisionada ajudou uma mulher a dar a luz e comandou a primeira rebelião na tentativa de tomar o navio. Muito inteligente e de beleza incrível Aminata Diallo rapidamente aprendeu a ler, escrever e despertou o interesse libidinoso dos donos das fazendas.


A série mostra através da saga dessa menina como era a vida dos negros na América. Suas histórias de sobrevivência e como criavam estratégias de insurreição contra o sistema que os oprimia. Mostra as estratégias usadas para fazerem as informações circularem, como criavam sistemas para reaproximar famílias e pessoas que eram separadas violentamente, como facilitavam as fugas e mantinham a sobrevivências das comunidades formadas pelos que fugiam da escravidão. Como entre eles havia uma vontade enorme de manterem o quanto possível suas identidades, mesmo aqueles que já se sentiam americanos. A série mesmo sem buscar o choque do espectador mostra com muita veracidade como era cruel e perversa a situação dos homens escravizados nos Estados Unidos. Imaginar o número de homens e mulheres negros que foram mortos, mutilados, violentados, humilhados é quase impossível. Milhões de pessoas mortas, homens, mulheres crianças... Mães que não tiveram a chance de criar seus filhos, homens que nem sequer os viram nascer, filhos e filhas que jamais souberam quem eram seus pais. O horror da escravidão jamais será reparado, suas sequelas ainda estão presentes, suas feridas ainda não curaram, ainda há muito a ser feito e faremos.

Nossa missão agora é honrar a luta de todos e todas que desde o primeiro momento lutara contra a escravidão, as mães que pulavam em alto mar com seus recém nascidos no colo, a quem morreu lutando contra armas de fogo usando apenas seus corpos em sua defesa. Tem ainda muita coisa sobre The Book of Negroes de que não falei: os amores, as traições, encontros e desencontros, os perosnagens que nos encantam e morrem, os que odiamos e sobrevivem. Definitivamente The Book of Negroes é mais que uma série, quer saber o que é? Assista!


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